quarta-feira, 25 de Novembro de 2009

Capas de 25 de Novembro de 2009


terça-feira, 24 de Novembro de 2009

Capas de 24 de Novembro de 2009


Lapidação


Lapidação. A palavra tem mais do que um sentido. Pode lapidar-se um diamante, polindo-o, reduzindo-lhe as imperfeições e aumentando-lhe o brilho. E podem lapidar-se pessoas, apedrejando-as, numa das mais violentas formas de execução conhecidas. Nos últimos tempos, temos tido vários exemplos de lapidações. No final da última temporada, talvez por se ter falado da existência de alguns diamantes em bruto nas duas equipas, houve quem tentasse lapidar a final do campeonato de juniores entre o Benfica e o Sporting. No domingo, lapidaram o autocarro do Guimarães quando este regressava do jogo na Luz. Diz-se que acertaram em cheio na cabeça do D. Afonso Henriques, mas, felizmente, Sua Majestade foi a única vítima do incidente. Mais um. Provavelmente não será o último. Nesta coisa das lapidações, toda a gente tem telhados de vidro, mas nem por isso deixa de atirar pedras ao vizinho. Entretanto, o FC Porto parece ter descoberto um diamante em Sérgio Oliveira. Agora é só uma questão de lapidá-lo.

Jorge Maia n' O Jogo.

Um lugar em África


1 Num fim-de-semana talhado à medida para ir à caça, a grande notícia foi a eliminação do Benfica da Taça, às mãos do Vitória de Guimarães e em pleno estádio da Luz. Parabéns ao Vitória que, nos últimos dois jogos que disputou, um para o campeonato e outro para a Taça, derrotou os dois líderes do campeonato. O Sporting chegou ao intervalo, na estreia de Carvalhal, a perder miseravelmente com uma equipa de que eu (peço desculpa) nunca tinha ouvido falar, assim tipo-Inválidos do Comércio: e lá deu a volta com um livre directo e um penalty. Quanto ao FC Porto, obrigado a ir a jogo em condições inqualificáveis sob pena de ser extraído da Taça por falta de comparência, mas lá conseguiu ver provado, em cima da hora, que tinha razão nos seus protestos. É incrível como a mesma Federação que, com inteira razão, se queixou das condições do estádio e do campo onde Portugal teve de jogar a segunda mão do play-off contra a Bósnia, tenha autorizado que o campeão nacional — uma equipa de profissionais pagos a peso de ouro e tão útil à Selecção — fosse forçada a disputar um jogo a eliminar da Taça naquele inconcebível campo da Oliveirense que as fotografias retratavam. Caramba, pois se está ali mesmo ao lado, o Estádio de Aveiro, eternamente às moscas e que não foi escolhido porque a Oliverirense diz que o aluguer é caro, a Federação que pague o aluguer. Não foi ela, afinal, que se bateu pela existência do luxuoso e inútil Estádio de Aveiro?

2 Felizmente, os meus desejos aqui expressos na semana passada cumpriram-se: vencemos na Bósnia, ganhámos o passaporte para a África do Sul, que tão tremido esteve durante tanto tempo. E ganhámo-lo com uma das mais convincentes exibições de toda a campanha de qualificação. Num ambiente de cortar à faca, num relvado escolhido à medida para prejudicar o melhor futebol, e num estádio preparado para nos intimidar desde o primeiro minuto, a Selecção uniu-se como um só — sem embargo de uns terem sido bem melhores do que outros. Mas, sinceramente, em matéria de esforço, de entrega e de consciência de que aquela era a hora da verdade e já não consentia mais adiamentos, penso que todos foram grandes, dignos da hora. Por uma vez, não entrámos no jogo naquela atitude de ver em que paravam as modas, não nos intimidámos nem demos algumas vezes mostras de ter medo do adversário e medo de ousar vencê-los, e nem sequer, ao contrário do que é regra, deixámos de atacar depois de chegar à vantagem. Ganhámos por um, mas bem merecíamos ter ganho por dois ou três — ao contrário do que sucedera na Luz, cinco dias antes.

3 Não me incomoda nem me regozija que a Selecção que ganhou no play-off a passagem para África não tivesse um único jogador do Benfica no onze inicial de ambos os jogos. A Selecção é a Selecção, e eu já torcia por ela em 66, quando era formada por dez jogadores do Benfica e um guarda-redes do Belenenses. Mas, é claro que gosto de ver uma Selecção com jogadores do meu clube e é claro que fiquei ainda mais feliz por ver que os dois jogadores que facturaram os dois golos da nossa passagem para África eram ambos do FC Porto. O Raul Meireles fez, na Bósnia, uma das melhores exibições que já lhe vi e, francamente, acho que é preciso uma grande imaginação ou má-vontade para não o considerar como o melhor de todos nesse jogo decisivo. E o Bruno Alves, com duas soberbas exibições, esse, dá-me um gozo particular, porque agora já não estou sozinho a considerá-lo um dos melhores centrais do mundo e com uma atitude em campo que, desculpem-me lá, é «a escola do dragão» em todo o seu esplendor. Pois, mas quando ele joga pelo FC Porto, cá dentro, é apenas um «caceteiro» e um jogador que, se pudessem, passava metade do campeonato de castigo. Mas, quando joga por Portugal, aí todos se calam, porque está bem de ver que, com onze como ele, esta Selecção iria a África para deixar marcas.

4 E agora, uma questão pessoal com o Sr. Eduardo — que, embora o não pareça, tem idade para ser meu filho.

Eu escrevi aqui, a semana passada, que, na minha modesta opinião, o Eduardo não me dava confiança para defender a baliza de Portugal, porque domina tão bem o espaço aéreo quanto o seu antecessor Ricardo. Ou seja: não faz ideia onde isso fica nem o que fazer com esse problema. E dei o exemplo das duas bolas cabeceadas à trave da nossa baliza no jogo da Luz — em especial a primeira, onde a responsabilidade dele foi total e que, se tem tido a consequência mais provável, que era ter acabado em golo, talvez agora não estivéssemos a festejar a presença no Mundial do ano que vem. Mas esta foi e é apenas uma opinião técnica e de «treinador de bancada». Outros pensarão diferente, outros (a grande maioria) pensa o mesmo, mas não se atreve a dizê-lo. Porém, foi o suficiente para que, na euforia da vitória na eliminatória (para a qual pouco ou nada contribuiu, para além de ter desviado com os olhos as bolas para a trave), o Sr. Eduardo desembestasse contra os «abutres» que tinham ousado criticá-lo. Ora bem, quero dizer algumas coisas ao Sr. Eduardo.

Primeiro, que é muito feio, quando se quer atacar alguém, começar pelo insulto e nem sequer pôr o nome ao destinatário. Eu, quando quero criticar alguém, como o fiz com ele, não apenas não insulto nem chamo nomes, como também escrevo o seu nome e assino o meu por baixo.

Depois, quero-lhe dizer que ele não deve saber bem o que é um abutre. Um abutre é um animal que se alimenta de cadáveres de outro animal, e eu, tanto quanto me recordo, não considerei o Sr. Eduardo morto para o futebol e ainda menos cadáver: apenas lhe sugeri que aprendesse o que fazer com as bolas altas cruzadas por cima da pequena área, porque desconfio que isso pode ser importante na vida de um guarda-redes. Mas, se ele acha que não é importante ou se se considera a si próprio um cadáver futebolístico, sem ressurreição possível, o problema é seu.

A seguir, queria explicar ao Sr. Eduardo uma coisa óbvia, que ele, todavia, parece não ter ainda percebido: a sua, tal como a minha, é uma profissão de exposição pública constante. Ambos actuamos à vista do público, o qual paga para apreciar ou criticar livremente o nosso desempenho. O mesmo acontece com os artistas de circo, os músicos, os actores de teatro, etc, etc. O que caracteriza a função específica do guarda-redes Eduardo é que ele é muito mais bem pago do que todos os outros — o que faz que seja maior a sua responsabilidade e muito mais exposto à critica o seu desempenho. Ou ele esperava que lá pelo facto de Carlos Queiroz lhe ter confiado a baliza da Selecção, tinha passado a ficar imune à critica, como se fosse uma florzinha de cheiro? Ponha os olhos no Ricardo Carvalho que, na hora da vitória (para qual contribuiu bem mais) afirmou que compreendia e reconhecia razão às criticas que os adeptos da Selecção tinham feito. Não por acaso, o Ricardo Carvalho joga num país que é a mais antiga e nunca interrompida democracia do mundo e onde a crítica futebolística é a sério e não a brincar, feita de salamaleques. Se se acha intocável, acima de qualquer crítica, com direito a passar impune, quer jogue bem quer jogue mal, escolha outra profissão. Há trabalhos mais fáceis — só não são é tão bem pagos.

E, finalmente, queria dizer ao Eduardo o seguinte: para representar Portugal, no futebol ou no resto, não basta estar profissionalmente qualificado para o fazer. É preciso também ter um comportamento cívico à altura da responsabilidade. Hoje mesmo, também eu estou em Barcelona, a representar Portugal, no meu domínio específico: numa conferência literária organizada pelo Instituto Cervantes, de Espanha. Não passa pela cabeça de ninguém que, se no final a minha intervenção for criticada, eu trate os críticos por abutres. Julgo que já lá vai o tempo em que os jogadores de futebol se achavam umas vedetas acima do comum dos mortais, com direito perpétuo a serem venerados, fizessem o que fizessem ou dissessem o primeiro disparate que lhes viesse à cabeça. Acorde, rapaz, o tempo dos cromos da bola já lá vai! E nunca se esqueça disto: quem mantém o futebol vivo não são os dirigentes, nem os patrocinadores, nem sequer os jogadores: são os adeptos. Nós somos os únicos que estamos no futebol por amor à camisola e sem nada esperar em troca. Todos os outros vão e vêm e são sempre substituíveis.

Miguel Sousa Tavares n' A Bola.

segunda-feira, 23 de Novembro de 2009

Luta na lama


Eu gosto de luta na lama. Aliás, acho que a modalidade não tem a atenção que merece e estou disponível para começar uma campanha aqui mesmo, n'O JOGO, para mudar este triste estado de coisas. Para já, é fundamental reconhecer o importante contributo dado pela Federação Portuguesa de Futebol para a afirmação da modalidade em Portugal, ainda que lhe escape a sua essência. Ora, mesmo que a ideia de ver 22 marmanjos mais ou menos barbados e peludos cobertos de lama num batatal possa aquecer alguns corações nas caves do nº 58 da Rua Alexandre Herculano, os adeptos "hardcore" da modalidade preferem os tradicionais duelos entre duas jovens em trajes menores numa pequena e aconchegada piscina de lama. Dir-me-ão que somos picuinhas, que se a FPF conseguiu ser feliz com o jogo da Selecção na Bósnia, também nós poderíamos encontrar alguma satisfação no Oliveirense-FC Porto no Carlos Osório, mas como diria Hugh Hefner, fundador da Playboy e grande impulsionador das lutas na lama genuínas, a verdade é que há pormenores que fazem toda a diferença.

Jorge Maia n' O Jogo.

Capas de 23 de Novembro de 2009


domingo, 22 de Novembro de 2009

Basquetebol - Porto perde


O FC Porto Ferpinta sofreu a primeira derrota na Liga, ao perder esta tarde (domingo) em Ovar, por 59-57, em jogo da terceira jornada da prova, decidido a dois segundos do final, quando o prolongamento parecia já inevitável.

Numa partida extremamente equilibrada, os Dragões chegaram ao intervalo em vantagem (28-30), mas os instantes finais, marcados por algumas más decisões e por um reduzido índice de eficácia na linha de lançamentos livres, revelaram-se decisivos.

Com 15 pontos, 9 ressaltos, 2 assistências e 2 roubos de bola, Carlos Andrade foi o melhor dos Dragões.

Andebol - Porto afastado da Taça EHF

O FC Porto Vitalis foi afastado, este sábado, das competições europeias, ao perder na Alemanha, por 31-23, frente ao Frisch Auf Göppingen. Apesar do empate da primeira-mão, os azuis e brancos viram a experiência do adversário falar mais alto, acabando por não ultrapassar esta terceira eliminatória da Taça EHF.

Hóquei em Patins - Porto ganha


O FC Porto Império Bonança venceu, este sábado, os alemães do ERG Iserlohn, por 15-3, em jogo da primeira jornada do Grupo D da Liga Europeia, disputado no Dragão Caixa.

Os Dragões, que venciam por 6-3 ao intervalo, marcaram por intermédio de Filipe Santos (1), Jorge Silva (3), Pedro Gil (1), Henrique Magalhães (1), André Azevedo (2), Reinaldo Ventura (4) e Emanuel Garcia (2), beneficiando ainda de um autogolo apontado por um jogador da formação alemã.

Formação - resultados de ontem


Confira aqui os resultados deste sábado das equipas de Formação do FC Porto.

Sub-19: Campeonato Nacional de Juniores A
Desp. Aves-FC Porto, 1-1
(Dias, 86m)

Sub-13: Campeonato Distrital de Juniores D (I Divisão)
Grijó-FC Porto, 1-8
(Luís Mata, 5, 18 e 25m; João Bernardo Alves, 12m; Rui Teixeira, 33 e 47; Paulo Alves, 34m gp; Bruno Costa, 59m)

Sub-13: Campeonato Distrital de Juniores D (II Divisão, Série 2)
FC Porto-Pasteleira, 11-0
(Rogério Silva, 7m; Camarã, 8 e 25m; Luís Pinto, 18, 20 e 34m; Francisco Sousa, 27m; Bruno Almeida, 28m; Vítor Costa, 49 e 55m; João Gonçalves, 58m)

Sub-12: Campeonato Distrital de Juniores D (II Divisão, Série 4)
Valonguense-FC Porto, 0-3
(Schutte, 19 e 59m; Casimiro, 49m)

Sub-12: Campeonato Distrital de Juniores D (II Divisão, Série 1)
Serzedo-FC Porto, 0-13
(Carlos Leal, 2 e 21m; David Aguiar, 8 e 24m; João Costa, 14, 19 e 38m; Gonçalo Resende, 20m; Pedro Costa, 30m; Pedro Pereira, 33 e 34m; Hugo Pinto, 54m; Manuel Namora, 57m)

Sub-11: Campeonato Distrital de Juniores E (Futebol de 7, Série 5)
FC Porto-Paços Ferreira, 14-0

Sub-11: Campeonato Distrital de Juniores E (Futebol de 7, Série 2)
Leça-FC Porto, 0-13
(Paulo Estrela, 2; Dalot; Félix, 3; Diogo Leite, 2; Hélder, 2; António Pedro; Zé Miguel, 2)

Sub-10: Campeonato Distrital de Juniores E (Futebol de 7, Série 4)
Paços Ferreira-FC Porto, 0-2
(Vasco Paciência, 24 e 26m)

Sub-10: Campeonato Distrital de Juniores E (Futebol de 7, Série 3)
FC Porto-Freamunde, 3-3
(Gustavo Schneider, 16, 19 e 31m)

Sub-9: Campeonato Distrital de Futebol de 7
Grijó-FC Porto, 0-13
(Ricardo Ferreira, 8, 30, 33 e 34m; André Ramalho, 10, 20, 23 e 27m; Diogo Almeida, 24 e 43m; Levi Faustino, 37m; Tomé Marques, 47m; Hugo Gomes, 49m)

Sub-9: Campeonato de Escolinhas do Desp. Aves
New Team-FC Porto, 1-2 (Diogo Couceiro, 28m; Alejandro Gonçalves, 46m)

Capas de 22 de Novembro de 2009


sábado, 21 de Novembro de 2009

Comunicado da FCPorto - Futebol, SAD


Na sequência do adiamento do jogo da Taça de Portugal entre a UD Oliveirense e o FC Porto, que apenas confirmou os alertas deixados por esta sociedade durante os últimos dias, vem a Administração da FC Porto – Futebol, SAD comunicar o seguinte:

1 – É uma incoerência que a entidade que permitiu que este jogo fosse marcado para o Estádio Carlos Osório, tenha reclamado veementemente acerca das condições do palco bósnio onde Portugal actuou na quarta-feira. Qual a legitimidade da Federação Portuguesa de Futebol quando apenas defende os jogos das suas selecções e descura os dos clubes que lhes fornecem atletas?

2 – A marcação de uma partida para um estádio no qual já se sabia não existir condições de segurança para jogadores e adeptos, havendo até o risco de sobrelotação, afasta do futebol os patrocinadores que a ele se desejem associar;

3 – Era evidente que a decisão de adiar o jogo teria de ser tomada. Pena é que uma federação que se diz moderna não tenha feito a mesma análise da situação que fez o FC Porto, deslocando-se ao local para verificar todas as condições, nomeadamente quando o relvado já estava em péssimo estado e as previsões apontavam para o agravamento da meteorologia. Ao ignorar estas condicionantes, a FPF terá de desculpar-se perante os adeptos que acorreram a este recinto ao engano;

4 – Finalmente, aguarda-se que a FPF não «lave as mãos como Pilatos», limitando-se a marcar uma data qualquer, quando o essencial é que o local para a realização do UD Oliveirense-FC Porto assegure todos os requisitos para um bom espectáculo, de modo a que, por exemplo, se reduza o risco de lesões nos intervenientes, entre eles alguns que podem marcar presença no próximo Mundial.

Porto, 21 de Novembro de 2009

O Conselho de Administração da FC Porto – Futebol, SAD

Capas de 21 de Novembro de 2009


Federação não mexeu uma palha


Conferência de imprensa de Jesualdo Ferreira n' O Jogo:

Jesualdo Ferreira não poupou críticas aos responsáveis federativos por permitirem que o jogo da Taça de Portugal se dispute no relvado do Estádio Carlos Osório. Mas, esta é apenas a ponta do icebergue. O treinador portista sublinhou o facto de a Federação Portuguesa de Futebol nada ter feito para evitar esses problemas, numa semana em que, na Bósnia, protestou junto da FIFA por causa das péssimas condições do relvado, e das instalações em geral, do estádio do play-off.

O presidente da Oliveirense disse que haveria condições para o jogo. Acredita nisso?

O relvado da Oliveirense é só uma questão, mas há outras. Acima de tudo, questões de segurança e garantias para um bom jogo. Isso não se resume à relva. Com muito respeito pela Oliveirense e pelos sócios, têm de concordar que não é num estádio daqueles, e num relvado daqueles, que se poderá realizar um bom jogo. O FC Porto jogará com a intenção exclusiva de ganhar, mas ninguém espera, certamente, um bom espectáculo. A festa da Taça poderá não acontecer por exclusiva responsabilidade de quem entendeu que este jogo deveria realizar-se no estádio da Oliveirense. Temos exemplos de muitos clubes com estádios pequenos que, quando recebem um grande, procuram recintos com lotação superior para que os sócios dos dois lados estejam presentes, e para que se possa fazer uma receita melhor, aproveitando o jogo da Taça como fonte de financiamento.

O que deveria ter sido feito?

As razões da Oliveirense são legítimas. Mas, não entendo que as instâncias superiores que gerem a Taça de Portugal, neste caso a Federação Portuguesa de Futebol, não encontre razões plausíveis, seguras e objectivas de que aquele estádio não tem condições para se realizar um jogo com estas exigências. Muito mais do que o estado do relvado, há todo um conjunto de condições que não existem e que colocam em risco muita coisa, nomeadamente os profissionais do FC Porto. Ninguém se vai sentir bem num estádio em que as condições não sejam as melhores. Todos batemos palmas pela forma como, num estádio difícil como aquele que vimos na Bósnia, Portugal conseguiu ganhar. Toda a gente criticou a FIFA por permitir que se realizasse o jogo naquele estádio. Os dirigentes da FPF protestaram contra a sua realização e, agora, não mexeram uma palha e não disseram nada no sentido de poderem encontrar condições para que este jogo não se realizasse em Oliveira de Azeméis, mas sim num estádio melhor.

Face a essa questão das condições, que equipa é que vai apresentar?

A melhor. Sempre disse isso. O FC Porto, em qualquer competição que entra, apresenta sempre a equipa que pode garantir uma vitória. Vamos escolher aqueles que julgamos estarem nas melhores condições.

Mas tendo tudo isso em conta, vai poupar alguns jogadores?

Poupança só no banco, daquelas de reforma. Isso não existe. Aqui faz-se uma gestão clara dos recursos que temos neste momento, e o que temos é um grupo de jogadores que esteve 15 dias a trabalhar muito bem, um grupo que recuperou de lesões e que, neste momento, precisa de competição e outro grupo que esteve nas suas selecções - o Álvaro Pereira nem sequer chegou -, no sentido de conseguirmos encontrar o que, para nós, é o mais importante: o equilíbrio de uma equipa competitiva e capaz de ganhar o jogo.

António soares n' O Jogo.

sexta-feira, 20 de Novembro de 2009

Capas de 20 de Novembro de 2009


Uma questão de ADN

1 No jogo Portugal-Bósnia, no Estádio da Luz, os dois jogadores do FC Porto, Bruno Alves e Raul Meireles, estiveram entre os melhores dos portugueses. No jogo Bósnia-Portugal, voltaram a estar entre os melhores. Ainda bem, porque contribuíram para este merecido feito da Selecção, e porque calaram os pasquineiros. Infelizmente, haverá sempre quem julgue que se tratou de um mero acaso e não valorize, por isso, o facto de também Ricardo Carvalho e Pepe, que a meu ver completam o quarteto que decidiu este play-off, serem jogadores que passaram pelo FC Porto, e que foram marcados e tocados pelo ADN do clube.

2 A excelentes exibições de Bruno Alves não surpreendem, porque o central tem estado ao seu melhor nível e é um dos jogadores portistas com alma até Almeida, a quem nunca se pode pedir mais generosidade ou atitude. O que espanta é que, na Luz, tenha marcado um golo invulgar, correspondendo a um cruzamento e aparecendo isolado na área como o jogador mais adiantado da equipa, numa jogada de envolvimento do ataque português. Ora, sabe-se como no FC Porto essas aventuras lhe estão vedadas, à excepção das jogadas de bola parada e das situações desesperadas, em que a equipa opta pelo chuveirinho para a área adversária e se pede a Bruno que tente utilizar a sua estatura e compleição física para jogar na frente. Como escrevi na semana passada, creio que o problema do FC Porto está nos processos de jogo e num modelo muito rígido e previsível. Parece-me que este golo de Bruno Alves comprova essa tese. Com o trinco Fernando também amarrado a funções defensivas, ao contrário do que se lhe conhecia noutras equipas, não seria conveniente que Jesualdo arriscasse um pouco mais e permitisse outra liberdade a Bruno Alves para fazer desequilíbrios, trocando as voltas às marcações dos adversários?

3 Muito mais sensível e complicada é a questão de Meireles, que voltou a fazer duas grandes exibições pela Selecção. Na Luz, as suas tabelas com Deco nem sempre tiveram êxito mas, na segunda mão, teve oportunidade de abrir o livro e mesmo que não tivesse marcado o golo decisivo, teria sido o melhor dos jogadores em campo. A grande e misteriosa questão que fica, agora, por responder, é porque razão aparece em tão boa forma na Selecção, quando é consensual que tem jogado tão mal no FC Porto, onde parece cansado e distraído, e até receoso de meter o pé? É uma pergunta à qual o jogador vai ter de responder no campo, quando voltar a actuar de azul-e-branco, porque os adeptos vão exigir essa explicação e, neste caso, não parece ser, apenas ou tão só, um problema de processos de jogo.

4 Sejamos, ainda assim, optimistas. Vamos continuar a ter Bruno Alves e pode ser que estas exibições e os muitos elogios ajudem Raul Meireles a reencontrar a forma que o notabilizou, em particular no final da época passada.

Um homem sério
NA Luz, Carlos Queiroz voltou a ser assobiado pelos adeptos. Depois, durante a semana, ouviram-se muitas críticas ao seleccionador nacional, antecipando uma tragédia que, fe- lizmente, não aconteceu. Afinal, ganhou a segunda mão com todo o mérito e segurança, contrariando as vozes agoirentas mas logo apareceu quem questionasse porque razão não festejou à Scolari. O que interessa é que Portugal está na fase final do Mundial. Na base desse êxito, estão os jogadores, e está Queiroz. O seleccionador não festejou efusivamente, e fez bem, porque sabe que, para já, se limitou a cumprir o mínimo que lhe era exigido. Espero, e acredito, que Carlos Queiroz vai celebrar e fazer a festa na África do Sul.

Depois do populismo
NATURALMENTE, Queiroz não é Scolari. Não apela a rezas e a milagres, não precisa de recorrer à portofobia para ser adulado em Lisboa e venerado pelos seis milhões, não entra em desnecessárias teatralidades. É um treinador competente e equilibrado, que tem ideias claras sobre tudo aquilo que pretende e que, desta vez, conseguiu realizar um sonho que parecia perdido, depois de alguns sobressaltos. Bom seria que os adeptos da Selecção, principalmente os que não acompanham o futebol no dia-a-dia, se recordassem que, para além do folclore, das bandeirinhas e dos cordões humanos, precisamos de um homem competente e que a imprensa lhe conceda um décimo do crédito que deu ao seu antecessor.

No estádio dos Borat
TUDO aquilo que se passou na deslocação da Selecção portuguesa à Bósnia é, no mínimo, incompreensível. Que o acesso à fase final do Campeonato do Mundo de futebol seja decidido num estádio sobrelotado e com um piso lavrado, ainda se compreende. Que uma equipa nacional seja ameaçada, insultada, cuspida e intimidada num aeroporto, sem que haja uma intervenção das autoridades, já é mais bizarro. Tudo isto acontece porque os senhores que mandam nas FIFA e UEFA precisam do voto dos pequenos países para controlar o negócio. Há quem diga que o futebol português não está em boas mãos mas, se olharem além-fronteiras, perceberão que esse não é um problema exclusivamente nacional.

A última escolha
OS pormenores rocambolescos e bizarros que envolveram a contratação do substituto de Paulo Bento no Sporting são um sintoma de que algo vai muito, muito mal em Alvalade. Quando Bettencourt se despediu de Bento garantindo que os adeptos ainda se iriam arrepender, condicionou a futura escolha. Quando anunciou À CMVM que estava em negociações com Villas Boas e depois falhou o acordo com a Académica, aumentou o condicionamento. Não admira, por isso, que Carvalhal tenha sido apresentado por um vídeo no site do clube. É um treinador que aprecio e desejo-lhe sorte. Não deve ser fácil ser tratado assim, como se fosse a derradeira escolha, e lidar com um presidente contrariado.

Rui Moreira n' A Bola.

Os melhores


NÃO fosse Fábio Coentrão e a coisa passaria: «Portugal é um forte candidato a vencer o Mundial», foi o que disse — preto no branco — o extremo do Benfica e da Selecção. Isso é uma coisa; outra, inteiramente diferente, é ouvir Queiroz a dizer que a Selecção não vai à África do Sul para passear. A diferença entre uma declaração e outra não põe em causa o 'patriotismo' de nenhum deles, apenas serve para apontar limites à ambição e ao entusiasmo, coisas que consumimos com bastante imoderação quando se trata da velha pátria.
De repente, depois de uma campanha moderadamente feliz (a verdade é que só nos apurámos num play-off contra esse colosso do futebol mundial, a Bósnia, ai de nós...), não convém disparar foguetes na direcção da África do Sul.

Devemos aprender alguma coisa com a moderação dos sábios: vamos à África do Sul, sim, tentar o melhor dos lugares. Não apenas 'honrar a camisola', erguer a bandeira, mostrar o que há a mostrar — mas mostrar o melhor de nós. O melhor de nós devia ser a moderação, justamente, o equilíbrio emocional, e não o desvario tão entusiasta como desleixado que levámos à Coreia (lembram-se?). Queiroz tem razão: trabalhar, trabalhar, trabalhar. E, já agora, marcar golos. Uma coisa de nada.

A França passou pelo play-off como uma velhinha gaiteira que não hesita em fazer batota às claras, o que provocou uma das maiores injustiças duplas deste apuramento: primeiro, a derrota da Irlanda; depois, a passagem da França, coisa que não merecia. Que Henry tivesse tentado, a partir de um fora-de-jogo, meter a mão à bola, admite-se. Está-lhes no sangue, aos avançados desesperados. Mas o árbitro devia ter visto, devia ter expulso Henry e devia ter mandado a França para o balneário, com o nariz levantado e a honra ferida.

No futebol, há derrotas que nos dão alento. As da França estão entre as que conferem mais felicidade ao espectador; mesmo as imerecidas. Há, naquele futebol manhoso (mais manhoso do que o da Itália) e delapidado, um apelo à antipatia. Espero que não passe da primeira fase. Nem a França nem, aliás, Platini.

Francisco José Viegas n' A Bola.

Jesualdo Ferreira: parabéns especiais a Bruno e Raul


Contente pelo apuramento de Portugal para o Campeonato do Mundo da África do Sul, Jesualdo Ferreira, que ontem esteve na inauguração de uma loja de decoração, no Porto, ficou duplamente satisfeito devido às exibições e golos dos dois jogadores do FC Porto que alinharam no play-off com a Bósnia. Bruno Alves marcou de cabeça na Luz e Raul Meireles carimbou com o pé direito o bilhete para o Mundial. Motivos suficientes para felicitações especiais. "Sim, já falei com eles. Dei-lhes ao parabéns. Fico contente por os jogadores do FC Porto irem às selecções. Às vezes, não são boas as ausências prolongadas, mas as selecções promovem e dignificam. Foram os marcadores dos dois golos e isso deixou-me contente. Foram golos fundamentais para o apuramento", disse o treinador, acrescentando que houve mais uma pessoa que felicitou. "Dei os parabéns ao Carlos Queiroz pelo telefone."

Numa altura de congratulações sucessivas, o treinador puxou a fita atrás e recordou que houve espinhos no caminho da Selecção. "Há um mês, o estado de espírito não era este. Estou à vontade para falar, porque sempre disse que acreditava que a Selecção Nacional iria ao Mundial, que acreditava em Carlos Queiroz, que acreditava nos jogadores e que acreditava que as coisas, correndo com normalidade, resultariam no apuramento." Jesualdo sublinhou que, nos últimos meses, muito se disse e escreveu sobre a equipa nacional, concluindo que os objectivos cumpridos devem ser devidamente destacados na análise de todo o apuramento. "Temos de salientar como positivo as presenças de Portugal em todas as competições europeias e mundiais nos últimos dez anos. Tenho lido alguma Imprensa e sentido a dificuldade de alguns em dirigir os parabéns a quem merece. Também tenho encontrado algumas ironias na forma como se fazem as avaliações da Selecção Nacional. É sempre difícil para quem diz mal durante muito tempo aceitar a verdade e mudar. Mas devem ter a honestidade de dizer que Portugal foi capaz de cumprir os objectivos a que se propôs e que as pessoas foram competentes. Estou à vontade para dizer isto. Estou contente pelo apuramento e por estar num Campeonato do Mundo em que nem todos estarão. Parabéns a todos os jogadores, dirigentes e a Carlos Queiroz", insistiu.


Um gozo particular por ver Gilberto Madail na bancada

O jogo de Zenica teve imensas particularidades. E houve uma que motivou um sorriso rasgado do professor. "A imagem de Madail na bancada deu-me um gozo muito grande. Furaram os protocolos todos. Para lá da exibição, foi a parte mais interessante do jogo." O relvado e o público não foram esquecidos. "Jogar naquele campo, naquele país e naquele ambiente não é facil. Só quem está lá dentro é que percebe. O relvado estava miserável e o público foi pouco educado. Mas nestas coisas acabam por ganhar os melhores", disse Jesualdo.

quinta-feira, 19 de Novembro de 2009

Capas de 19 de Novembro de 2009







Andebol - Porto ganha


O FC Porto Vitalis venceu, esta quarta-feira, o Marítimo, por 37-17, em jogo da 8ª ronda do campeonato de andebol. Dario Andrade, com 8 golos, e Nuno Grilo, com 7, estiveram em destaque neste triunfo expressivo, alcançado no Pavilhão Dragão Caixa.

Os restantes golos azuis e brancos tiveram a assinatura de Pedro Spínola (5), Álvaro Rodrigues (5), Wilson Davyes (4), Ricardo Moreira (3), Gilberto Duarte (2), Alexandre Relvas (2) e Filipe Martins (1).

Basquetebol - Porto ganha


O FC Porto Ferpinta venceu esta quarta-feira no recinto da Física de Torres Vedras (49-90), avançando desta forma para os oitavos de final da Taça de Portugal de basquetebol. Ao intervalo, a equipa de Moncho López já vencia por 30-50, o que confirma o acerto defensivo e ofensivo patenteado ao longo do desafio.

Jeremy Hunt, com 21 pontos e Jorge Coelho, com 18, foram os melhores marcadores do FC Porto Ferpinta.

Mundial 2010 - declaração de Pinto da Costa

«Estou muito feliz pelas vitórias de Portugal sobre a Bósnia e pela consequente qualificação para o próximo Campeonato do Mundo. Estou também muito satisfeito pelos jogadores do FC Porto presentes na equipa portuguesa, que estão, seguramente, a viver um momento de grande emoção. Quem acreditou desde o início no trabalho desenvolvido pelo seleccionador Carlos Queirós, vê agora confirmadas as razões dessa convicção. Faço votos de que a participação de Portugal no Mundial de África do Sul seja marcada pelo sucesso».